quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vinho só e nada mais...(Gary Coleman)



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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Minha vida e Isabela (Parte3)

"Não me privo do andar por medo de cair..."


Eu já podia ouvir de longe o agradável som das trombetas angelicais que anunciavam meu chegar ao recanto de Deus. Meu decoro não haveria de ter sido em vão e minha inabalável crença na boa fé se mostrava brilhante e presente. Não menos presente se fazia a face da vergonha. Aquela que ao meu lado mostrou-se fortemente criticadora e igualmente relevante. Nenhuma das partes de mim, naquele momento, faziam junção ou mesmo entravam no costumeiro consenso. Pensei em reaver em forças e as rédeas com alguma reza de bolso, assim de mão juntas, só mesmo pra dizer que rezava. Mas a concentração pra tal, parecia luxo dos mais impossíveis. Me faltava a figa, a força, a fé. Da letra F gozei apenas da fraqueza e do frio, que mesmo na manhã de sol, me cortava a espinha. As horas se passaram como se não passassem. O que relevava sua partida era somente a luz que dançava no chão, num ritmo lento como a quem diz "não se preocupe", como a quem lhe conforta a mando do bom senso.
Os passos a seguir se fizeram após a porta. A coragem me tomou e parti em direção ao meu dia mais irreal, ao meu dia com Isabela.

domingo, 6 de setembro de 2009

Minha vida e Isabela (Parte2)

“Fraco é o homem que não consegue domar seus próprios demônios.”


- O sol da manhã é mesmo lindo. - pensei.
Não devia ser mais do que oito horas. Vitória já não estava em casa. Aos sábados ela trabalha até tarde. Surpreendi-me de início, pois havia bastante tempo que eu não aproveitava uma folga dessa maneira, portanto a falta de costume era normal. Resolvi sair da cama, depois de muito enrolar. O dia parecia estar mesmo perfeito por ali. O sol brilhava forte e adentrava singelo o quarto pelas frestas da janela. A brisa que o acompanhava me afagava o rosto. Uma mistura de sensações que impossibilita qualquer mau humor matinal. Sentei à beira da cama e só daí lembrei-me de Isabela. Aquela menina estava em minha casa, provavelmente dormindo, afinal eram oito da manhã de sábado. É comum que os jovens durmam até mais tarde. Parei para pensar o quão rápido e desprovido de atenção, foi meu encontro com ela na noite anterior. Eu estava tão cansado, tão desligado, que mal pude dar o devido olhar para a situação. Mas agora eu teria tempo. Poderia conversar com ela e quem sabe colocar algum juízo naquela mente jovem e conturbada.
Envolvi-me num roupão e rumei em direção ao banheiro que se encontra ao fim do corredor.
Para chegar até ele, é preciso passar diante da porta de três quartos. Num deles dormia Isabela. Não fazia idéia de qual. Fui de repente tomado por uma curiosidade que não me era de costume. Queria verificar se a menina estava bem, se estava mesmo dormindo serena como eu imaginava. Abri com cuidado a primeira porta, mas me deparei apenas com uma cama muito bem arrumada e alguns lençóis embrulhados. Rumei em direção à segunda e eis que com toda a cautela toquei a maçaneta, girando-a para a direita. Abri. Lá estava ela. Adentrei apenas o olhar para que não fosse notado caso ela já estivesse acordada. Notei então que ainda dormia. Mas lhe confesso, caro leitor, que essa não foi a primeira coisa que notei.
Meus olhos se voltaram instantaneamente para uma análise detalhada de seu corpo. Ela não estava envolvida por lençóis. Encontrava-se deitada de lado. Trajava, naquele momento, nada além de um short curto e uma blusa fina. Pasmei com a silhueta de seu corpo. Era perfeita. Era delicada. Mostrava-se ali uma mulher.
E naquele momento,encostado ao ébano da porta, pude detalhar cada centímetro do corpo dela, que descansava sobre a cama numa paz incalculável.
Sua pele era clara, tanto quanto a de Vitória. Porém seus cabelos, diferentemente da irmã, eram negros. Negros como a noite. Desciam pelo seu corpo, como uma cascata. Eram lisos e finos. Eram lindos. Um contraste de beleza sem igual. Lembrei-me das obras pintadas que abarrotavam os corredores de nossa casa. Mas aquilo era real. E ao final dos segundos que me pareceram eternidade, pude notar a situação na qual me encontrava. Horrorizado com os pensamentos que me vieram à cabeça, fechei a porta desprovido da delicadeza inicial. Tomei de volta o rumo, entrei no banheiro e por lá fiquei. A porta, devidamente trancada. Um suspiro. A água no rosto costuma tranqüilizar.

-Vai passar. - disse a mim mesmo.

Minha vida e Isabela (Parte1)

Ao leitor, desejo de todo o coração que tente não se identificar com minha história. Se por algum motivo encontrar semelhança entre minha vida e a sua, procure de todo o modo não terminar como eu. Faça com que o trecho, humildemente narrado aqui, lhe sirva, ao menos, como um exemplo a não ser seguido.

Chamo-me Ezequiel. No momento tenho 32 anos. Sou casado com uma bela mulher chamada Vitória. Costumo brincar com minha esposa e lhe dizer que ela faz jus ao nome que lhe foi imposto. Trata-se de uma executiva, bem sucedida e de muitos talentos. Cursou uma das melhores faculdades, graças a seus dotes intelectuais. Domina três idiomas com fluência e é portadora de um dom para lidar com as pessoas, sem igual. Além de excelente profissional, Vitória é também uma excelente esposa, e amiga. Sua beleza é estonteante. Lindos cabelos loiros e olhos da cor do céu. 31 anos emoldurados num corpo de 25. Como pode ver, caro leitor, não tenho do que reclamar quanto à minha companheira. Porém é comum que nenhum de nós se sinta, em vida, plenamente satisfeito. É da natureza humana, desejar algo mais, ainda que não se saiba direito o que.

Moramos em um bairro na parte nobre da cidade. A casa foi, em grande parte, projetada por mim. A cozinha, os quartos, a sala, tudo tem um toque especial que faz com que o lugar tenha muito de mim e que possa agradar ao máximo minha esposa. Sou arquiteto, portanto projetos como esse são minha especialidade.
Não temos filhos. Não acreditamos que estejamos prontos para tamanha responsabilidade, mas não me nego a ter um, ou dois, algum dia. Nem Vitória. Só concordamos que não é a hora ainda. Afinal, tudo em nossa vida parece estar muito bem encaixado. Não há motivos para mudar a rotina. Temos uma vida confortável, com bons empregos, uma bela casa e nos damos muito bem, afetiva e sexualmente, devo acrescentar.

Nos últimos dias, tenho notado minha mulher um tanto eufórica, como se algo a incomodasse, como se estivesse me escondendo algum segredo. Estávamos casados a anos, eu sabia quando algo a afligia, mas achei melhor não dizer nada.
Mais alguns dias se passaram, sem maiores transtornos até que numa noite, ao chegar cansado do trabalho, me deparo com algumas malas próximas à porta. Desconfio. Enquanto retirava a gravata e o paletó, rumei em direção à cozinha, da qual pude ouvir algumas vozes, distinguindo apenas uma delas, a de minha esposa. A outra, tratava-se de uma voz também feminina, parecia jovem. Era quase inaudível. Um sussurro.

Ao atravessar a porta, deparei-me com Vitória sentada à mesa, ainda com roupas de trabalho. Encostada na pia, perto da bancada, havia uma jovem menina. Aparentava não ter mais do que 16 ou 17 anos. Algum tempo depois, descobri que sua idade era na verdade 15. Acabara de fazer 15 anos, para ser mais preciso. Tratava-se de Isabela, irmã de minha esposa, minha cunhada. Eu a havia visto em algumas reuniões de família. Confesso que não era muito fã desse tipo de evento e desejava me desvencilhar do compromisso, sempre que possível. Mas aquela menina, o que poderia estar fazendo em minha casa a horas tais? Teria acontecido alguma tragédia? Resolvi me sentar e deixar que minha esposa explicasse tudo. Quase uma hora de conversa. A menina manteve uma distância considerável de mim durante todo o papo. Pude entender ao final de tudo, que a pequena Isabela havia fugido de casa. Aprontou suas malas, pegou um ônibus e após um longo trajeto, chegara até nós.
Os pais de Vitória eram severos, ela mesma me contou histórias sobre sua infância na qual eles não permitiam que ela saísse de casa com os amigos, tampouco namorasse. Na verdade era uma prática comum no lugar onde foi criada. Uma cidade do interior com métodos conservadores. Mas ao que parecia, Isabela não tinha a mesma calma de Vitória. Era uma menina tinhosa e cheia de vontade de explorar o mundo, o desconhecido. Acima de tudo era corajosa. Sair do interior sozinha, com 15 anos e sem entender quase nada da vida aqui na cidade, não era coisa pra qualquer um. Essa petulância me cativou e me fez abençoar sua atitude, ainda que errada. Levantei da cadeira, aproximei-me da menina e lhe abracei com carinho. Prometi ali que tudo ficaria bem. E que eu estava disposto a permitir que ela ficasse na casa o quanto quisesse. Ela sorriu, um tanto desconcertada com meu abraço, mas meneou a cabeça como a quem agradece em silêncio.
Vitória prometeu ligar pros pais para explicar tudo, em seguida iria acomodar Isabela em um dos quartos de hóspedes. Tudo parecia estar sendo acertado. Decidi então não me envolver mais. Já era tarde. Despedi-me das duas e rumei em direção à cama. Estava exausto, havia sido um dia cheio e tudo o que eu queria naquele momento era dormir e aproveitar a longa noite de sono, afinal, o dia seguinte
era Sábado, bendito Sábado.

sábado, 29 de agosto de 2009

Sinceridade

É comum. Em todo o aglomerado que se preze, destaca-se algum valor. Valor atribuído ou mesmo refletido. Fruto das ações, dos versos, das poesias. Qual é o meu valor? Isso depende do quanto você me valoriza. Posso então entender que o meu valorizar está diretamente ligado às coisas que me importam, às coisas que me atraem. O que exatamente me atrai? Não destaco-me dos demais apenas por passar despercebido em meios aos olhares que esperam, famintos, por alguma qualidade dispensável. Sou a quinta parte do fracasso, assemelhado dos tantos que dividem essa moradia de terras e mares. Partilhamos o mesmo céu, a mesma comida. Entretanto, trilhamos os rumos em direções opostas. Em vão, afinal, não há viva alma que resista às tentações da união.

Meu raciocínio esta impreciso. Quero saborear as palavras e digerir as emoções. Mas as palavras me sobram, engulo-as, comparando-me a um faminto de frente a uma sopa farta. A digestão ainda me é pior. Pois o que deveria me alimentar, sustentar a vida e me agraciar com benefícios, apenas me confunde. Então é isso, dei-me por confuso. E agora faço o que?

A reza não me condiz, tampouco me conduz. Quem dera eu fosse um monge, um sábio ou qualquer presença oniciente. Mesmo um sabichão sentir-se-a mais elegante nessa festa. Trajado adequadamente, mãos limpas e cabelos penteados. Eu, por outro lado, mostro-me vil e perigoso. Um andarilho, perdido e sem malícia.

Sinceridade...sinceridade...sinceridade...

Sinceridade...Sinceridade...

Ato de não mentir.

Errado.

Sinceridade é o ato de não enganar. É ser e nada mais. Sendo assim, sou quem, perante a discórdia? Deveria ser no mínimo alguém. Mas, ao meu ver, nem isso.
Opto por...

Veja você, nem mesmo consigo determinar minha próxima ação.


Talvez eu deva dormir e organizar o pensamento.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mais ou menos uma cantada nova.

Ou eu estou ficando velho, ou essa juventude moderna está ficando moderna demais. Não que na minha época as pessoas se cortejassem com serenatas ou em meio a um sarau no fim da tarde. Mas quanto mais o tempo passa, mais cresce o descaso quando o assunto é desenrolo.
Fui recentemente a um evento no qual a presença da garotada era indispensável. Como toda boa festança, havia música, bebida e sexo de esquina. Num ambiente como esse é normal que se escutem cantadas das mais variadas. É muito comum ouvir "não", quase nunca se ouve "sim" e JAMAIS se escuta algo realmente inteligente saindo da boca de um cara. São sempre aquelas velhas anedotas do tipo:

"Solto pipa e rodo pião, quer ficar comigo sim ou não? "

"-Koeh, quer ficar com o Claudinho??
-Não.
-Koeh mina, tu nem conhece o Claudinho, mlk maneirão.
-Tá bom, quem é o Claudinho?
-Eu."

E tantas outras.

Dessa vez me surpreendi quando ouvi essa daqui:

"-Fica comigo.
-Não quero, me solta.
-Caralho garota, tu é Dalit??? Tu é intocável!???"

Clap...Clap...Clap !!


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Globo, moldando mentes como sempre fez muito bem.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Eu n ia falar nada não, mas...

Nego é foda.


De qualquer maneira, alguns de vocês já devem saber que estou passando por uma crise de ausência de inspiração fudida, por tanto não tem música nova, não tem postagem nova, não tem nem piada nova. Cara, nem trabalhar eu consigo mais. To totalmente cansado e preguiçoso. Deve ser a maldita Lua em Vênus, Exu o Pai, Santo invertido no copo de cachaça, ou qualquer mandinga parecida.

Por falar em como estou mal, vou aproveitar e fazer a caveira das esfihas Habbib's. Numa sequência de duas vezes que comi lá, na qual a primeira me fez cair na cama febril e a segunda me fez vomitar um dos rins, a terceira promete a oportunidade de dar beijinho no capeta e por lá ficar.

Bom, como eu estou mal hoje, vocês podem imaginar que ontem eu também estava mal. Daí fiquei o dia inteiro sem comer. Mas cara, eu sou Caio Marazzo, não consigo ficar o dia sem comer. Daí decidi descer pra cozinha. Ninguém em casa, ótimo, a cozinha era minha. Não que isso fosse uma coisa boa, não sou fã de cozinhar. Mas melhor só do que na compahia dos que dividem a casa(mamãe, bem te amo).

Tudo pronto, panelas aquecidas, carne temperada, bebida , gelo e batatas fritas. Parecia que ia ser uma noite sem sexo, mas de muito prazer. Pelo menos até eu descobrir que não sei cortar batatas. As mesmas ficaram um fiasco. Algumas eram redondas, outras mais finas e compridas. Nenhuma possuia tamanho regular e elas me pareciam muito mais úmidas do que as de mamãe. Mas quem liga? E taco óleo na panela, e taca batata no óleo, e taca sal na batata ! Tchururu Tchututu...(8)

Pasmei ao ver que tudo tinha dado certo, pra melhorar estava passando Friends na TV. Meu jantar ia mesmo ser dos deuses. Isso eu pensava até dar a mordida na primeira batata. 90% óleo, 5% molengas e mais 5% com gosto de cocô de dinossauro. Noite infeliz...Noite infeliz..(8)



Ai o Caio dormiu, ai depois o Caio acordou e ligou a TV :

Bom, acordei cedo e liguei a TV na Ana Maria esperando ver alguma receita de batatas fritas. Calhei de ver algo muito mais absurdo. Era a Ana, picotando o cabelo de uma mulher com uma espécie de pente-tesoura. Gente... não vai ter graça nenhuma contar isso aqui, só mesmo vendo pra saber. Mas ai, só digo que tinha muito cabelo voando, neguinho ficando careca em rede nacional e a falsidade rolando solta.

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Parabéns Raphael. =*

Parabéns Gezuda. =*