- Olá! Meu nome é Caio Marazzo e escrever nesse blog me faz feliz, melhora minha pele e regula meu intestino.
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Se você me conhece, sabe que eu já trabalhei nas mais diversas empreitadas que a vida pode oferecer ao homem e, sim, tenho apenas 20 anos de idade.
Dessa vez, resolvi aventurar-me no mundo das vendas. Sou oficialmente um vendedor de tênis numa loja de shopping, olha que bacana.
Durante a juventude, sempre pensei em o quão legal seria trabalhar como vendedor. Eles sempre parecem ser muito animados, divertidos e de bem com a vida. Mas eu também já pensei que Mc donalds servia comida de qualidade, então...
Eu tenho um crachá, nesse crachá está escrito o meu nome na parte de cima e na parte de baixo está escrito VENDEDOR. Isso significa que eu tenho uma função a cumprir e nesses últimos dias eu venho descobrindo-a e aperfeiçoando-a.
Sim, minha função é vender. Não é a de servir de elo entre a vontade do cliente comprar e a compra em si. Não é a de auxiliar o comprador, e definitivamente, minha função não se resume a fazer com que o cliente encontre exatamente o que ele precisa. Minha função, volto a dizer, é a de VENDER.
Comecei a trabalhar na loja com o estoque esburacado por conta das vendas de Natal. Isso tornou tudo mil vezes mais complexo. Mas foi ai que comecei a descobrir a maldade da coisa toda. Visto que se não tenho oq o cara quer, sou obrigado a convênce-lo a levar oq eu tenho, mesmo que ele não queira.
- Mas se ele não quer, como ele vai levar?
É ai que entra a vilania do vendedor, que passa por testes rústicos e maléficos a ponto de tornar-se tão malandro e dissimulado que consegue convencer uma senhora de idade a levar um Nike Shox vermelho-sangue pra corrida na montanha.
Vendedores foram esculpidos numa pedra que só se encontra no inferno.
Nunca confie num vendedor.
Vendedores falam, não ouça.
- Oi, esse tênis é bom pra corrida?
- Não. Mas dá uma olhada nesse outro aqui...